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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Causas possíveis da Hipoglicemia

Olá a todos novamente. Voltei para deixar aqui, de uma forma bem detalhada sobre as possíveis causas da hipoglicemia, afinal falamos de todo tipo de hipoglicemia e qualquer um de vcs que tiver crises de hipoglicemia mesmo não sendo reativa, nos conte, será muito rico seu depoimento.
Lembrando que o tratamento melhor é descobrir o que realmente a causa.
Retirei do site: Medicina Avançada da Drª Shirley de Campos.

Endocrinologia/Glândulas

Hipoglicemia



Hipoglicemia é, por definição, a presença de um valor sangüíneo de glicose abaixo de 45 mg/100 ml (ou 50 mg/100 ml utilizando-se plasma ou soro) acompanhado de sintomas e sinais característicos. Com o deficiente provimento de glicose às células nervosas podem surgir, nos casos leves, como ainda é comum no decurso da insulinoterapia mal-controlada dos diabéticos: sensação de fome, vista turva, diplopia, sonolência, cefaléia, palidez, suores frios, tremores, taquicardia, taquipnéia. Estes sintomas são precoces e de intensidade variável conforme o grau da hipoglicemia. Nos casos graves predominam os sintomas e sinais nervosos, como agitação, amnésia, mudança da personalidade, podendo chegar à inconsciência, convulsões e até a morte, como se observava antigamente na convulsoterapia por choque insulínico provocado, no tratamento, hoje abandonado, de psicoses. Estes aspectos clínicos da hipoglicemia parecem depender, segundo alguns autores, da liberação de catecolaminas que ocorre como mecanismo de defesa contra a hipoglicemia.

Evidentemente, pela ordem natural dos fatos o complexo sintomático da hipoglicemia somente foi reconhecido após a descoberta da insulina por Banting e Best em 1921. A primeira causa de hipoglicemia espontânea descrita foi devida a um tumor pancreático. Outras causas foram posteriormente acrescentadas.

A classificação das hipoglicemias proposta por Conn e Seltzer para as hipoglicemias do adulto é bastante útil porque além de simples e racional é de grande valia para o estabelecimento do diagnóstico (Quadro I).

Hipoglicemias Pós-Prandiais

Apresenta as seguintes características: 1) a glicemia de jejum é sempre normal e nunca baixa; 2) o paciente pode tolerar o jejum sem que haja queda de glicemia; 3) hipoglicemia sintomática somente ocorre 2-4 horas após ingestão alimentar. O único exame de real valor e necessário para o diagnóstico é o teste oral de tolerância à glicose (TOTG), realizado durante 5 horas. As causas principais de hipoglicemia pós-prandial estão enumeradas no Quadro I.

QUADRO I: Causas de Hipoglicemia no Adulto

A) Hipoglicemia pós-prandial

1. Hipoglicemia funcional (hipoglicemia reativa, hiperinsulismo funcional)

2. Diabetes latente com hipoglicemia secundária

3. Hipoglicemia pós-gastroenterostomia

B) Hipoglicemia de jejum

1. Tumor de células beta (insulinoma)

2. Hipoglicemia induzida por álcool

3. Grandes neoplasmas extrapancreáticos

4. Pan-hipopituitarismo

5. Doença de Addison, supressão abrupta de medicação corticosteróide

6. Doença hepatocelular

C) Hipoglicemia exógena

1. Insulina

2. Sulfoniluréias

Na hipoglicemia funcional os valores glicêmicos durante o TOTG são normais nas duas primeiras horas, com valores hipoglicêmicos ocorrendo entre a 2ª e a 4ª horas, os quais prontamente revertem para níveis normais.

Na hipoglicemia reativa do diabetes latente os pacientes são em geral obesos com antecedente familiar para diabetes. Este tipo de hipoglicemia ocorre somente nos estados clínicos bastante precoces do diabetes, quando a glicemia de jejum é usualmente normal. No TOTG a curva é francamente diabética nas duas primeiras horas, caindo a níveis hipoglicêmicos entre a 3ª e a 4ª horas.

Na hipoglicemia pós-gastroenterostomia, o diagnóstico etiológico é evidentemente sugerido pela história. A absorção oral de glicose é muito rápida, elevando a glicemia a valores de 200 a 300 mg/100 ml dentro da 1ª hora, o que acarreta um estímulo anormal de secreção de insulina e conseqüente queda da glicose entre a 2ª e a 4ª horas.

Hipoglicemia de Jejum

Apresenta as seguintes características: 1) a glicemia de jejum é usualmente baixa, 2) o paciente não tolera o jejum, ou seja, o jejum prolongado causa queda progressiva da glicemia acompanhada de sintomas, e 3) o principal elemento para estabelecer o diagnóstico é a prova do jejum prolongado.

Após estabelecido firmemente o diagnóstico de hipoglicemia de jejum e descartadas as causas enumeradas no Quadro I, o diagnóstico de insulinoma praticamente se impõe. O teste de laboratório mais útil para a confirmação diagnóstica de insulinoma é a dosagem da glicemia após o jejum prolongado (até 48-72 horas se necessário) com a dosagem simultânea da insulinemia. Outros testes diagnósticos tais como os testes da tolbutamida e do glucagon não são necessários para confirmar o diagnóstico, mas são freqüentemente utilizados com objetivo de esclarecer dados ambíguos. Dosagens de pró-insulina e peptídio-C não são no momento disponíveis em nosso meio.

Tratamento

Durante a crise aguda deve-se administrar glicose hipertônica por via endovenosa. Em casos menos severos, apenas a ingestão de carboidrato é suficiente.

Uma vez estabelecido o diagnóstico, o tratamento é dirigido para o processo de base responsável pela hipoglicemia. A cura definitiva dependerá do fator etiológico. Assim é que a maioria dos insulinomas é benigna, e a ressecção do tumor pancreático leva à cura definitiva. Também os tumores extrapancreáticos têm indicação cirúrgica, sendo que a ocorrência posterior de novos episódios de hipoglicemia indica recidiva do tumor.

Nos casos de carcinoma de células beta, às vezes acompanhado de metástases hepáticas (casos inoperáveis) é indicado tratamento com diazóxido. Esta droga é um análogo da clorotiazida, sendo utilizada também no tratamento da hipertensão arterial. O diazóxido bloqueia a liberação de insulina ao nível das ilhotas e é, portanto, hiperglicemiante. O tratamento das hipoglicemias orgânicas recidivantes com diazóxido é crônico. No caso de hipoglicemias severas é necessário muitas vezes manter infusões constantes de solução glicosada, alimentações freqüentes e administração de fatores hiperglicemiantes (corticosteróides, ACTH, glucagon), com resultados, ainda assim, muitas vezes, precários.

As hipoglicemias secundárias à deficiência de hormônios hiperglicemiantes (pan-hipopituitarismo, moléstia de Addison) são prontamente corrigidas após a instituição de terapêutica substitutiva. A insuficiência adrenal aguda é quase sempre acompanhada de hipoglicemia e, além de administração de corticosteróides e soluto fisiológico, é necessário administrar glicose hipertônica.

Na hipoglicemia funcional o tratamento é estabelecido no sentido de prevenir as crises hipoglicêmicas através de uma orientação dietética adequada, que inclui restrição de carboidratos de absorção rápida (açúcares) e fracionamento das refeições. Obviamente, sendo a maioria dos pacientes não-obesa, não há necessidade de redução do número total de calorias.

Na hipoglicemia reativa que acompanha estados precoces do diabetes, a maioria dos pacientes é obesa e nestes casos a redução do peso e a restrição de carboidratos é acompanhada de desaparecimento dos sintomas de hiperpoglicemia e da intolerância à glicose presente na fase inicial da curva glicêmica.

A causa mais freqüente de hipoglicemia é exógena, secundária à administração de insulina ou sulfoniluréia. Em pacientes diabéticos é necessário ajustar a ingestão calórica à insulina administrada. No sentido de se evitarem hipoglicemias é necessário, além de fixar o número total de calorias diárias, fornecer um número similar de calorias em cada refeição. Sempre que houver suspeita de sintomas hipoglicêmicos o paciente deve ingerir calorias extras (suco de laranja, leite etc.). Em casos de hipoglicemia severa, um familiar poderá administrar em casa, uma ampola de glucagon (1 mg) por via subcutânea que elevará os níveis glicêmicos em 10 ou 15 minutos.

Em relação aos hipoglicemiantes orais, exceto fenformin, todos os outros podem acarretar hipoglicemia, às vezes severa, principalmente com o uso da clorpropamida, e em especial em pacientes idosos e debilitados. Nestas circunstâncias, além da administração aguda de glicose hipertônica, deve-se infundir solução glicosada ao menos 5 dias, uma vez que a hipoglicemia pode ser recidivante.

Finalmente, o ponto mais importante no tratamento é a prevenção da hipoglicemia. Fatores etiológicos ou precipitantes devem ser identificados e precauções tomadas para prevenir futuros episódios.

http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/10559

Espero que tenham gostado. Eu achei ótimo. Até lá!

Um comentário:

  1. Oi larissa, tudo bem?
    eu estou bem graças à Deus! Na luta mas tamb. no descanso...
    Quanto à hipo. continue sendo um desafio p mim, porque apesar de já sofrer á quase três anos com ela, ainda não tive a serteza de que me abstento totalmente do açúcar eu teria um controle maior! O que eu consegui até hoje foi, tirar o açúcar branco, á mando da minha nutricionista, que por sinal eu fui uma única vez. kkkkk, rir p não chorar! Mas ela me ensinou usar um adoçante maravilhoso, e o LINEA ele é a base de sucralose
    o sabor é bem parecido com o do açúcar, não amarga na boca! E tem tamb. tem o adoçante para culinária é um pouquinho caro mas é muito bom! Dá pra fazer receitas ótimas... Eu estou comendo arroz integrau e amei, faço p todos aqui em casa, trigo integrau, consegui me livrar do pão de padaria que eu amava, e não me trazia nenhum benefício, a não ser asia, estomago alto e alguns quilinhos a mais! Estou comendo torrada, ou pão integral! A bauduco lançou uma torradinha ótima agora ele é ligt e integrau uma delícia!
    refri é muito raro, bebo muito chá! Mas em fim, mudei algumas coisas e confesso, que estou bem melhor! Mas... é o danado do chocolate que eu amooooooooo, não consigo me livrar dele! E qdo como não consigo comer um só bombom! Tem que ser alguns... Algumas coisas que me encomodam muito, que gostaria de compartilhar p ver se alguem tamb. já sentiu é: Mal estar em lugares fechados e abafados, de uma hora para outra a respiração fica pesada e depois melhora! Não consigo nem cantar mais na igreja, fico com vergonha porque derrepente fico cansada! Tamb. às vezes qdo sinto os sintomas de fraqueza e vou comer, no começo parece que a comida não desce, e me dá um mal estar, depois passa! Não gosto nem de me emocionar muito, porque parece que me dá tamb. mal estar! E com tudo isso falar p os médicos n~ adianta, se quer pedem exames p envestigar, já a causa pode ser várias, n~é? De tanto ensistir, me pediram um ultrassom p ver o meu pãncreas. Eu tamb. achei um endócrino homeopata, vamos ver quando eu passar, eu escrevo p contar... Deus que me ajude e ilumine a mente desses médicos!
    Ah! tamb. tenho consultar com a nutricionista, vou começar tudo de novo! Acho até que ela pode me encaminhar p um nutrólogo se nescessário!
    Se eu tiver novidades eu escrevo, mas se puder responder sobre minhas dúvidas eu agradeço! Que Deus abençoe sempre sua vida, e te fortaleça, porque a luta é grande mais DEUS ´´EMAIOR! BJS PATY!

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